Há para cada ser
um gesto
que lhe corresponde
Uma encenação
que se desenha em cada movimento
Uma voz
que se ergue contra a muralha
da própria alma
Um desejo crescente
do corpo não ser limite
mas ponto de partida
rumo ao ignoto
in "Ordálio" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2004)
sexta-feira, 7 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Prefácio a "Um Punhado de Sombras", de Paulo Themudo
Escrever sobre o trabalho poético de Paulo Themudo é encetar uma viagem através do tempo, quer numa dimensão do correr dos dias, quer numa outra, certamente mais poderosa, aquela que se tece dentro de cada um de nós.
Esta sua obra: “Um Punhado de Sombras”, insere-se nesse caminho, nessa visão do caminho que nos cabe percorrer. Uma via que só pode ser plena quando a memória é assumida como uma espécie de calibrador e catalisador de cada passo.
Desta forma, para mim, este novo título de Paulo Themudo, constitui a adição de um importante passo aos anteriormente dados com “Fui... O que já não sou!...” e “Devir de Vir”, como se o poeta escreve-se o livro, o mesmo livro e esse nos legasse capítulo a capítulo.
A sua forma de expressão, contaminada pela sua outra manifestação artística, a pintura, mais do que construindo imagens no sentido poético do termo, abre-nos uma surpreendente paleta de sensações, através do movimento, das colagens, da capacidade de conferir em nós, através da palavra, num constante jogo de luz e sombra, verdadeiros espaços visualizáveis.
E essa sensação visual, que o leitor certamente irá descobrir, torna o poema como que habitável em e por nós.
Há, portanto, que se preparar, agora que está prestes a virar a página, para a leitura e descoberta, não só do mundo que o autor detém entre mãos, esse punhado de sombras que o título anuncia, mas, sobretudo, o seu próprio mundo, aquele que em si irá construir através das suas próprias referências.
E poeta não será aquele que falando necessariamente de si, da sua experiência e circunstância, afinal está a referir-se a cada um de nós?
Coimbra, 25 de Setembro de 2009
in THEMUDO, Paulo - "Um Punhado de Sombras". Temas Originais. 2009
segunda-feira, 3 de março de 2014
de "In Memoriam de John Lee Hooker" - 7
Sei que sabias
No fim restará
Somente em alguém a memória
Esse livro de bordo onde a vida
Anota e apaga
A própria vida
E uma breve
Sinopse enciclopédica
Pouco mais
O certo
Três iniciais
Um nome
Duas datas
R.I.P.
Requiescat In Pace
John Lee Hooker
Mil novecentos e dezoito
Dois mil e um
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
No fim restará
Somente em alguém a memória
Esse livro de bordo onde a vida
Anota e apaga
A própria vida
E uma breve
Sinopse enciclopédica
Pouco mais
O certo
Três iniciais
Um nome
Duas datas
R.I.P.
Requiescat In Pace
John Lee Hooker
Mil novecentos e dezoito
Dois mil e um
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
domingo, 2 de março de 2014
de "In Memoriam de John Lee Hooker" - 6
Amaste o som das guitarras
Com a paixão do saber
Feito rumo sem amarras
Entre nascer e morrer
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
Com a paixão do saber
Feito rumo sem amarras
Entre nascer e morrer
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
sábado, 1 de março de 2014
de "In Memoriam de John Lee Hooker" - 5
Depois de teu nome
Direi uma guitarra
A harmonia do corpo
De uma guitarra
Onde o sexo se promove
Com a errância
Dos cometas
Na ânsia
Acto partilhado
Do som
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
Direi uma guitarra
A harmonia do corpo
De uma guitarra
Onde o sexo se promove
Com a errância
Dos cometas
Na ânsia
Acto partilhado
Do som
in "In Memoriam de John Lee Hooker" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)
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