terça-feira, 14 de janeiro de 2014

de "Palavras no vento" - 1



A Clio

Deixemos, Clio, as margens deste rio,
Clausura de um poema de sentidos.
               Saibamos das palavras
               Todas de um só desejo.

Vamos, Clio, enlacemos nossos corpos,
Inventemos o amor, a poesia
               Como ave que percorre
               O caminho do sol.

Façamos deste rio agrilhoado
Corpo da ave que somos, e voemos
               Com as asas do amor
               Que para nós criámos.

in "Palavras no vento" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2003)

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