quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

de "Divertimento poético" - 31 a 35


Não pensem que é só rimar
Para se dizer ser verso,
É preciso nele achar
Até o próprio universo.

*

Nasce o sol do novo dia
Que logo, logo começa.
É a vida que inicia
O ciclo em que ela tropeça.

*

Nasce o tudo, nasce o nada,
Nasce a vida e a alegria.
A esperança é a errada,
Se não nasce como o dia.

*

Nunca houve nada melhor
Do que um pouco de paixão,
Sofrer um pouco de amor
Não faz mal ao coração.

*

Ó erva tenra que nasce,
Quem te pisa te desama,
Não há quem na terra te ache
Se o vento nunca te chama.

in "Divertimento poético ou cinquenta quadras mais ou menos ao gosto popular, seguidas por três, porque três foi a conta que deus fez, redondilhas com gente dentro: Ti Maria, Ti Zé e Dona Alice (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2007)
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