domingo, 15 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 15

A serpente ardia à boca da pedra.


Esta gemia
na lucidez da água.



A serpente mudara de pele.



Era agora
o corpo da água



pelo chão serpenteando.


in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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