quarta-feira, 18 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 18

Não há crianças aqui.


O verão as traz
e o verão as leva.



Foram
primeiro
com o árduo vento,
a fria neve,
a agreste terra.



Como as águas
rumo ao mar.



Como as aves
rumo ao pleno sol.



Ficaram as casas,
seus rituais ancestrais
e as pedras,



as pedras com memória.




in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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