sexta-feira, 20 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 20

No cessar de cada tarde,
o guardador recolhia
os artefactos do rigor
com que tecia o destino das águas.


Sentava-se junto à árvore
que plantara 
ainda criança.



Seu olhar repousava
no limiar do horizonte.



Amanhã,
sabia,
o sol iria brilhar.



in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Enviar um comentário