segunda-feira, 9 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 9

Libertos,
há cavalos no vento.


Ouvem-se na voz da brisa.



A tarde deita-se nos penedos,
aguarda o parto das estrelas,
dos cometas.



Os cavalos regressam,
relincham entre a folhagem.




in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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