domingo, 22 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 22

Chegara ao fim do caminho.


O preso cabelo do vento
soltara-se.



Ondulava no dorso dos montes.



Sente-se nos cascos
apressados
do poente.



in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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