sábado, 21 de junho de 2014

de “O guardador das águas” - 21

Era o tempo
do sereno
recolher das aves.


Nas folhas de outono
se desenhava o seu voo.



Em breve,
chegaria a chuva,
o frio,
a neve.



Em breve,
o borralho aquecendo a solidão.




in “O guardador das águas” (Mar da Palavra, Coimbra, Portugal, 2005); “Viagem pelos livros” (Escrituras, São Paulo, Brasil, 2011) - Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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