segunda-feira, 17 de novembro de 2014

de "Afluentes do poema" - 17


Na minha cidade há um poema em
cada viela, praça, rua, beco,
avenida, alameda. Em cada canto,
em cada olhar. Nas montras, nos reclamos
luminosos. Um verso explode nos
carros, nos autocarros, nos comboios.
Há um poema porque há vida.
Há gente que nas mãos traz o futuro,
traz o sonho, a esperança, o sentimento.

in "Afluentes do poema" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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