sexta-feira, 7 de novembro de 2014

de "Afluentes do poema" - 7


Recordo-me, era noite e cintilava
o poema na aresta do poente.
De longe, o vento traz o passar
de um comboio. Regresso ao corpo da
viagem. Há paisagens nas palavras,
searas que em espanto se revelam
no olhar que navega entre estrelas e
cometas. Mão que tece rumos na
memória. Era noite e o poema arde
no ventre das palavras ancestrais.

in "Afluentes do poema" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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