segunda-feira, 3 de novembro de 2014

de "Afluentes do poema" - 3


São singelas as coisas que me espantam,
que me seduzem. Pássaros em voo,
uma canção de Zeca Afonso, um só
poema de Alexandre O’Neill, um quadro
de Vieira da Silva. Sensações
que indagam o desejo de ser livre.
Cortar amarras. Ir até onde o
horizonte for fim, for limite,
o limite do espaço e do tempo,
ponto final do próprio poema.

in "Afluentes do poema" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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