segunda-feira, 1 de setembro de 2014

de "À beira do silêncio" - 1 a 5


AGORA

Agora, ao som do mar distante,
adormeço nos braços da noite
como quem morre para renascer.

ÁGUIA-PESQUEIRA

Cia rumo ao espelho de água
como quem indaga
do movimento a matriz.

ALEGORIA

por entre as mãos
desfiam-se as palavras
na depuração da luz

ALFA

Entre colunas, vejo ao fundo
a escada. Aí, dás-me as
palavras. Eu ensaio o voo.

ÂNDROCLES

há um gesto uma palavra
uma semente
o nascimento de um poema

in "À beira do silêncio (uma centena de experiências em poetrix)" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
Enviar um comentário