quinta-feira, 4 de setembro de 2014

de "À beira do silêncio" - 16 a 20


CAMPONÊS

Antes do início dos tempos
já o camponês arava
a memória em silêncio.

CANDELABRO

Bailam as chamas:
conjugam a sua extinção
nos lábios do vento.

CANTO

No dorso da água, a silhueta
de uma voz, canto de sereia
que me prende à viagem.

CEIFEIRA

Ao rigor
da jorna, a dor
curvada.

CICLO

O criador cria
a coisa criada
que cria o criador?

in "À beira do silêncio (uma centena de experiências em poetrix)" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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