quinta-feira, 18 de setembro de 2014

de "À beira do silêncio" - 86 a 90


SEREIA

Entoa a canção do mar.
Serenamente me recolho
em seu secreto cântico.

SERPENTE

Entre a maçã e a boca
o gesto
que se dissolve em desejo.

SILÊNCIO

liberto
o silêncio pesa
a voz que o pronuncia

SILÊNCIO, outro

Somente o rumor das águas
e o breve dizer das aves
para romper o hímen do silêncio.

SÍMBOLO

Na mão profunda do ser
reside o símbolo: o que existe
e os sentidos alcançam.

in "À beira do silêncio (uma centena de experiências em poetrix)" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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