domingo, 14 de setembro de 2014

de "À beira do silêncio" - 65 a 70


OFÍCIO

As pedras ofendem o vento.
Este trabalha. Paciente,
espera o desenho e parte.

OLEIRO

Entre a mão e o gesto
o despertar do corpo
ou do silêncio.

OMEGA

Águas calmas do poente,
por que me chamas
se para ti navego?

ORAÇÃO

Bendito seja o fruto de vossos
lábios de mel, onde a minha sede
se consome, amén.

OUTONO

folha a folha
pela mão do vento
se desenha o outono

in "À beira do silêncio (uma centena de experiências em poetrix)" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2006)
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