sábado, 14 de março de 2015

de "Poemas com rosto" - 27 e 28


LUÍS MIGUEL NAVA

é no corpo
que o poema nasce

flui célere
na depuração
dos sentidos

como um rio
que cinzela
as próprias margens

*

Todo ele estava torcido para dentro da memória

Luís Miguel Nava

um nome
é um silêncio em grito
tecido
na epiderme da memória

um rosto
é o esplendor da luz
que de dentro jorra

um nome e um rosto
um poema em construção

in "Poemas com rosto" (e-book, Virtualbooks, Brasil, 2007)

Enviar um comentário